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Quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Habitação influencia na alta da inflação em Campo Grande

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) fechou o primeiro mês do ano em 1,47%, segundo o Núcleo de Pesquisas Econômicas (NEPES) da Uniderp. O indicador é maior que o registrado em dezembro de 2015, com inflação de 0,84%, mas ainda assim menor que janeiro do ano passado, quando atingiu 1,78%. 
O coordenador do NEPES da Uniderp, Celso Correia de Souza, explica que o resultado de janeiro foi influenciado pelo grupo Educação, com os aumentos das mensalidades escolares que atingiram altos índices devido à inflação de 2015 ter sido muito elevada. "Houve também elevação da taxa de água e esgoto do grupo Habitação, que tem um peso relevante na composição da inflação. O grupo Alimentação continua influenciando muito a inflação da cidade devido aos fatores climáticos adversos que provoca o aumento de diversos produtos". 
Os grupos com maiores percentuais de contribuição para a inflação na capital foram: Educação, com índice de 9,91%; Alimentação com 1,34%; Habitação com 1,29%; Saúde com 0,96%, entre outros. O grupo Vestuário apresentou deflação neste mês de -0,18%. 
Inflação acumulada 
A inflação acumulada nos últimos doze meses em Campo Grande é de 11,07%, acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 6,5% e do centro da meta, de 4,5%. 
Apesar da inflação de janeiro ter sido alta, o pesquisador da Uniderp sinaliza que "a inflação de 2016 pode ser menor do que a inflação de 2015, quando chegou a 11,41%". 
Maiores e menores contribuições em janeiro 
Os responsáveis pelas maiores contribuições para a inflação em janeiro foram: ensino superior, com aumento de 11,68% e contribuição de 0,40%; taxa de água/esgoto, com elevação de 10,30% e colaboração de 0,38%; ensino fundamental, com alta de 13,27% e contribuição de 0,20%; cigarros, com alta de 12,76% e colaboração de 0,09%; etanol, com aumento de 3,13% e contribuição de 0,06%; educação infantil, com elevação de 8,13% e participação de 0,05%; açúcar, com aumento de 8,76% e colaboração de 0,04%; batata, com alta de 11,67% e participação de 0,04%; cursos de idiomas, com elevação de 10,85% e contribuição de 0,04% e aluguel de apartamento, 0,61% e colaboração de 0,03%. 
Já os dez itens que ajudaram a reter a inflação no período, com contribuições negativas, foram: gasolina, com variação -1,53% e contribuição de -0,05%; calça comprida feminina, com redução de -2,68% e contribuição de -0,03%; pescado fresco, com decréscimo de -3,09% e colaboração -0,02%; costela, com queda de -3,17 e participação de -0,02%; sabão em pó, com variação de -1,31% e colaboração -0,02%;  vassoura, com redução de -9,89% e contribuição -0,01%; pilha, com queda de -5,08% e participação de -0,01%; laranja pêra, com variação de -5,35% e colaboração -0,01%; contrafilé, com redução de -1,79% e contribuição de - 0,01%; e automóvel novo, com queda de -0,48% e colaboração de -0,01%.
Segmentos
Em janeiro, o grupo Habitação apresentou elevação de 1,29% em relação ao mês anterior, motivada principalmente pela elevação da taxa de água e esgoto, de 10,30%. Outros produtos e serviços deste grupo que sofreram majorações de preços foram: carvão (5,20%), saponáceo (4,50%), sabão em barra (3,64%), entre outros. Quedas de preços neste grupo ocorreram com: vassoura (-9,89%), pilha (-5,08%), esponja de aço (-3,39%), entre outros com menores quedas. 
O índice de preços do grupo Alimentação registou alta de 1,34%. Os maiores aumentos ocorreram com: cenoura (29,66%), melancia (21,60%), beterraba (19,19%), repolho (17,11%), entre outros. As principais reduções  ocorreram com: limão (-25,07%), pimentão (-5,71%), laranja pera (-5,35%), entre outros. 
O coordenador do NEPES da Uniderp explica que esse grupo sofre influência de fatores climáticos e da sazonalidade de alimentos como verduras, frutas e legumes. "Alguns desses produtos aumentam de preços ao término das safras, outros diminuem de preços quando entram nas safras. Quando o clima é desfavorável há aumentos de preços, e quando é favorável ocorre o feito inverso", diz Celso Correia de Souza. 
Dos quinze cortes de carnes bovina pesquisados pelo NEPES da Uniderp, nove deles sofreram aumentos de preços. Foram eles: ponta de peito (3,36%), picanha (2,54%), fígado (2,31%), alcatra (1,98%), filé mignon (1,46%), acém (1,08%), músculo (0,66%), vísceras de boi (0,41%), coxão mole (0,13%). As quedas de preços ocorreram com: costela (-3,17%), contrafilé (-1,79%), patinho (-1,69%), cupim (-1,49%), lagarto (-1,46%) e paleta (-0,62%). 
Segundo o pesquisador, o alto preço da carne bovina pode ser justificado pela alta demanda do produto, baixa oferta de boi gordo para o abate que, com o real desvalorizado frente ao dólar, tem favorecido a exportação do produto, diminuindo a oferta de carne bovina no mercado interno. Além disso, "os valores praticados no varejo de Campo Grande têm feito diminuído o consumo. Os aumentos registrados estão com taxas menores do que aquelas encontradas em pesquisas anteriores", contextualiza. 
Os miúdos de frango tiveram queda de -1,56% e o frango congeladoregistrou reduçãode -0,68%. O preço do pernil caiu -1,96% e a bisteca -0,68%. A costeleta suína permaneceu com preço estável.  
Em relação ao grupo Transportes, houve um pequeno aumento de 0,02%. Os produtos desse grupo que mais aumentaram de preços foram: etanol (3,13%), pneu novo (0,25% e diesel (0,16%). As principais reduções de preços ocorreram com gasolina (-1,53%) e automóvel novo (-0,48%). 
O grupo Educação apresentou forte aumento de 9,91%, devido ao reajuste das mensalidades escolares do ensino fundamental (13,27%), ensino superior (11,68%), curso de idiomas (10,85%), educação infantil (8,13%) e artigos de papelaria (0,42%).
Com menor intensidade, o grupo Despesas Pessoais também registrou alta de 0,17%. Alguns produtos deste grupo que tiveram elevação de preços foram: cigarros (12,76%), creme dental (2,68%), produto para limpeza de pele (0,92%), entre outros. Reduções ocorreram com absorvente higiênico (-3,11%), fio dental (-1,44%) e xampu (-1,40%). 
Outra elevação foi constatada com o grupo Saúde, que fechou janeiro em 0,96%. Produtos como anti-infeccioso e antibiótico (0,92%), analgésico e antitérmico (0,84%), antigripal e antitussígeno (0,80%) foram os que registraram os maiores aumentos de preços. 
O grupo Vestuário foi o único que registrou deflação (-0,18%). Aumentos de preços que ocorreram neste grupo foram: blusa (1,30%), vestido (0,84%), sandália/chinelo masculino (0,65%), entre outros. Quedas de preços ocorreram com: calça comprida feminina (-2,68%), lingerie (-0,82%), calça comprida masculina (-0,12%) e camisa masculina (-0,03%). 

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Fonte: Redação - Foto: Divulgação