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Segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Varejo de material de construção cresce em dezembro, mas fecha 2015 com queda de 5,8%

As vendas no varejo de material de construção cresceram 3% em dezembro, com relação a novembro, mas o setor encerrou 2015 com queda de 5,8% e faturamento de R$ 56,5 bilhões no ano. Foi a primeira retração registrada pelo segmento nos últimos 12 anos.

Os dados são do estudo mensal realizado pelo Instituto de Pesquisas da Anamaco com o apoio da Abrafati, Instituto Crisotila Brasil, Anfacer e Siamfesp. O levantamento ouviu 530 lojistas, das cinco regiões do país, entre os dias 23 e 29 de dezembro. A margem de erro é de 4,3%.

Segundo a pesquisa, o desempenho no mês de dezembro ficou 7% abaixo do registrado pelo setor no mesmo período de 2014. “Nós já esperávamos encerrar o ano com queda nas vendas, mas vínhamos batendo recordes consecutivos de faturamento desde a última retração do setor, registrada em 2003. E, mesmo em 2003, vínhamos de um recorde histórico desde 1994. Já passamos por isso antes e sabemos como o nosso mercado se comporta. O consumidor pode até adiar obras em função da crise econômica, mas ele não poderá adiar essa necessidade por muito tempo”, explica Cláudio Conz, presidente da Anamaco.

Membro do Conselho Curador do FGTS, do Conselho Curador do Fundo de Desenvolvimento Econômico e Social (FDS) e do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República, Conz acredita que 2016 será um ano de recuperação para o segmento. “Teremos um primeiro trimestre difícil, o que é uma característica do nosso mercado. Com o recesso de fim de ano e as férias escolares, as pessoas deixam para iniciar as reformas depois do carnaval, afinal criança em casa não combina com obra, além de ser um período de bastante chuvas. Porém, a partir de abril e maio, a nossa previsão é que o setor volte a crescer e, se tudo sair como esperamos, fecharemos 2016 com um crescimento de 6% sobre 2015”, completa.

A Pesquisa Tracking Anamaco de dezembro também indicou que mais de um terço dos lojistas da região Norte e Nordeste tiveram resultados positivos no mês. Já nas demais regiões, apenas 28% (Sul), 22% ( Sudeste) e 18% (Centro-Oeste) dos estabelecimentos registraram aumento de vendas.

Dentre as categorias pesquisadas, o setor de tintas foi o que teve melhor desempenho em dezembro, com alta de 9%, seguido de telhas de fibrocimento (2%). Louças sanitárias, revestimentos cerâmicos e metais sanitários retraíram -6%, -3% e -2%, respectivamente. Já cimentos e fechaduras e ferragens mantiveram o mesmo patamar de variação do mês anterior. 

O levantamento também revelou que aumentou em dezembro o pessimismo do setor com relação às ações do Governo (de 53% para 56%). Para janeiro, no entanto, aumenta a intenção de contratação de funcionários em três regiões (Sul, Sudeste e Norte)  e diminui, nas mesmas regiões, a pretensão de novos investimentos nos próximos 12 meses. “No entanto, sob todos os aspectos avaliados, esses índices são inferiores ao mesmo período de 2014. Para janeiro, as expectativas são de resultados tímidos, mas como eu já disse, depois do primeiro trimestre, passaremos a ver resultados positivos em 2016”, finaliza Conz.

A Anamaco aproveita para informar que em 2016 deve rever o método de cálculo do faturamento do setor, em razão das novas medições introduzidas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em seus índices. Segundo estimativas da FGV (Fundação Getúlio Vargas), o faturamento do varejo de material de construção em 2014 teria sido de R$ 80 bilhões.

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Fonte: Redação - Fotos: Divulgação