CNI detecta desaquecimento no setor da construção civil em abril

Sábado, 28 de maio de 2011

CNI detecta desaquecimento no setor da construção civil em abril

Sábado, 28 de maio de 2011

CNI detecta desaquecimento no setor da construção civil em abril - Imagem principal

A indústria da construção civil está desaquecida, revela a pesquisa Sondagem da Construção Civil, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quinta-feira, 26 de maio. O levantamento diz que o nível de atividade efetivo do setor em abril – a avaliação das empresas sobre o ritmo habitual nos meses de abril – registrou 48,3 pontos, contra 49,5 pontos no mês anterior. O indicador varia de zero a 100 e valores acima de 50 indicam crescimento da atividade e expectativa positiva.

O nível de atividade da construção civil e o número de empregados no setor em abril mantiveram-se, contudo, praticamente iguais a março, com 50,2 e 49,9 pontos, respectivamente (em março, tais índices foram de 49,9 e 50,4 pontos). As pequenas empresas, com 48,4 pontos, foram as que mais desaceleraram em abril, aponta a Sondagem da Construção Civil. As médias também desaceleraram, com 49,7 pontos, enquanto só as empresas de grande porte elevaram o ritmo de atividade, com 52,4 pontos, um ponto a mais sobre março.

O gerente da Unidade de Pesquisas da CNI, Renato da Fonseca, atribui boa parte da queda no ritmo do setor à contenção dos gastos públicos federais e, no caso dos governos estaduais, à redução da execução ou mesmo paralisação de vários empreendimentos, para reavaliação, onde houve sucessão de governadores. “O aumento da inflação e dos juros e as dificuldades de crédito também têm contribuído para algum arrefecimento da demanda. Numa conjuntura como essa, as pessoas pensam duas vezes diante de um comprometimento grande e de longo prazo da renda”, acrescenta ele.

Por setores, o de serviços especializados registrou em abril o maior nível de recuo na atividade, com 47 pontos. A construção de edifícios assinalou 48,7 pontos e o segmento de obras de infraestrutura ficou em 48,1 pontos – todos, portanto, abaixo da linha divisória dos 50 pontos.

Menos otimistas

Embora ainda bastante confiantes para os próximos seis meses, os empresários do setor estão menos otimistas em maio comparativamente a abril. Suas expectativas sobre o nível de atividade caíram de 60,8 para 59,7 pontos de um mês para o outro.

Segundo a Sondagem da Construção Civil, a previsão para novos empreendimentos e serviços atingiu 59 pontos (foi de 61,1 pontos em abril) e assinalou 58,3 pontos nas compras de insumos e matérias-primas (contra 59,6 pontos em abril). Com 58,2 pontos, os empresários esperam empregar mais daqui a seis meses, embora o indicador da quantidade de empregados tenha sido de 60,2 pontos em abril.

Fonte: Redação


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