Fundo imobiliário do Itaú busca projetos

Quarta-feira, 30 de abril de 2008

Fundo imobiliário do Itaú busca projetos

Quarta-feira, 30 de abril de 2008

O fundo de investimentos em incorporações imobiliárias da Kinea, empresa vinculada ao Banco Itaú, iniciou a procura por empreendimentos residenciais pelo Brasil para a locação de seus recursos em construção, lançamento e venda de unidades. Esta é a segunda fase do Real Estate Equity, que encerrou sua captação de recursos depois de alcançar a meta de R$ 50 milhões.

O objetivo da empresa é diversificar o portifólio de produtos, atendendo a todas as classes sociais. O valor captado permite a Kinea investir em cinco ou seis empreendimentos imobiliários. Quando os projetos estiverem em fase de conclusão, a empresa abrirá novas captações que, segundo um de seus sócios e responsável pela área imobiliária da Kinea, Carlos Martins, serão de valores superiores.

"Começamos com um fundo médio para evitarmos ficar com muito recurso sem locação. Estamos testando nossa capacidade e a próxima capitação será maior", disse ele.

O Real Estate Equity tem dinheiro de pessoa física e jurídica e em média leva quatro anos para dar retorno ao investidor, que pode chegar a 20% do aplicado, dependendo do sucesso do projeto.

A diversidade quanto à região dos empreendimentos e à classe social de destino é fórmula utilizada pela empresa para não "engessar no início" a atuação do Real Estate Equity. Martins afirmou que a Kinea buscará associar-se a incorporadoras tradicionais nas cinco regiões para melhor aproveitar as oportunidades de negócios.

Os quatro grandes gastos da construção civil (compra de terreno, marketing, construção e impostos) serão arcados com o dinheiro do fundo, mas Martins explicou que há situações em que a Kinea, em parceira com a incorporadora, contrata financiamento bancário para realizar parte das obras.

segurança. Segundo Martins, as pessoas estão substituindo o hábito de investir no setor por meio da compra de imóvel para aderir à proposta do fundo, que aplica recursos em vários projetos. Ele diz que, uma das vantagens da aplicação nesse tipo de fundo é que não se fica à mercê da especulação imobiliária, que pode valorizar ou desvalorizar o imóvel à revelia do proprietário.

Outra vantagem seria a diminuição de encargos para o investidor, que deixa de pagar impostos de propriedade, encargos com manutenção, entre outras despesas.

"Há situações onde o proprietário fica sem inquilino e têm de sustentar integralmente o imóvel. O fundo possibilita que a pessoa se beneficie do boom imobiliário utilizando a diversificação a seu favor. Há cada vez mais consciência do investidor brasileiro com relação à necessidade de capilaridade", avaliou.

Fonte: Jornal do Commercio

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