Internos do semiaberto recebem qualificação profissional com o projeto Colher na Massa

Terça-feira, 29 de junho de 2010

Internos do semiaberto recebem qualificação profissional com o projeto Colher na Massa

Terça-feira, 29 de junho de 2010

Internos do semiaberto recebem qualificação profissional com o projeto Colher na Massa - Imagem principal

O projeto “Colher na Massa”, de qualificação profissional para reeducandos que estão em regime semiaberto, no Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, qualifica 64 reeducandos.

São dois arcos ocupacionais, pintor predial e pedreiro. A iniciativa é uma parceria entre a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) e a Central de Execução de Penas Alternativas (Cepa).Serão capacitados inicialmente de 64 reeducandos, divididos em quatro turmas de ensino.

Os cursos contém aulas teóricas e práticas, as aulas são ministradas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

Os internos serão qualificados a realizarem desde o orçamento à finalização do serviço, além de participarem de disciplinas tranversais, abordando noções de legislação trabalhista, empreendedorismo, segurança do trabalho, tecnologia da informação e comunicação, e educação ambiental. São 176 horas/aulas para o curso de pedreiro e 96 para pintor predial.

O projeto é custeado com recursos da Central de Execução de Penas Alternativas (CEPA), provenientes da aplicação de penas pecuniárias, num investimento de 70 mil reais, segundo o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.

Já em fase de participação nas aulas práticas do curso para pintor predial, o reeducando E.L.D., 19 anos, vê na capacitação uma oportunidade de se tornar um profissional respeitável. “Tenho certeza que vou sair daqui reintegrado, pois acredito que não terei dificuldade de arrumar um serviço como pintor”, garante. “Várias pessoas que estão fazendo esse curso comigo também estão pensando assim”.

Para o interno J.C.S.M., 21 anos, que trabalhava como jardineiro antes de ser preso, aluno do curso de pedreiro, acredita que atuar na área de construção civil poderá ser render uma remuneração compensatória. “Como está faltando trabalhadores, os profissionais contratados são bem pagos”, espera.

No curso de pedreiro os internos estão trabalhando na construção de um setor onde irá ser instalado um engenho para a produção de rapaduras, aproveitando a plantação de cana-de-açúcar existente na unidade penal.

Fonte: Redação


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