Mercado saturado nos grandes centros faz do interior do Brasil um bom investimento para construtoras

Sexta-feira, 7 de maio de 2010

Mercado saturado nos grandes centros faz do interior do Brasil um bom investimento para construtoras

Sexta-feira, 7 de maio de 2010

Mercado saturado nos grandes centros faz do interior do Brasil um bom investimento para construtoras - Imagem principal

A saturação dos grandes centros urbanos e a melhora da renda na classe C ocorrida nos últimos anos têm motivado as maiores construtoras do país a fugir do eixo Rio de Janeiro-São Paulo para apostar em empreendimentos em cidades menores nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste do Brasil. Aliadas a empresas locais de menor porte, que detêm conhecimento regional, essas companhias buscam expandir sua atuação em áreas onde a oferta imobiliária ainda é pequena, os terrenos são mais baratos e a prestação se encaixa perfeitamente na renda dos que sonham com a casa própria.

A tendência já completa três anos e, segundo o diretor da área de crédito do Banco do Brasil, Walter Malieni, é um dos motores do desenvolvimento do interior. "Justamente por isso é que o país vem crescendo para dentro", afirmou. A carteira de financiamento imobiliário do BB para pessoas jurídicas aumentou 45% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2009. São Paulo lidera os empréstimos, mas Goiânia já aparece no segundo lugar em número de projetos. Pesquisa encomendada pela revista Exame ao Ibope Inteligência confirma que o segmento está em franca expansão - ela apontou aumento médio de 22% nos preços de imóveis novos e usados nos últimos 12 meses.

A Odebrecht, que entrou no segmento imobiliário a partir de 2004 com a Odebrecht Realizações Imobiliárias (OR), também criou uma marca só para atender a população de baixa renda, a Bairro Novo. De acordo com o diretor da empresa em Brasília, Sérgio Roberto de Macedo, os projetos estão voltados para áreas onde o programa do governo Minha Casa, Minha Vida deve melhorar as condições de aquisição dos imóveis.

Para a MRV Engenharia, a classe C é a mais promissora da construção civil. O diretor comercial da empresa, José Lima Nunes Melo, no entanto, destaca que a atuação no segmento abre um desafio às companhias, que é a compra de áreas mais baratas. "Terreno é nossa matéria-prima. Antes, era fácil encontrar. Agora, os grandes centros estão lotados ou muito caros", lamentou.

A pesquisa do Ibope Inteligência confirma que alguns empreendimentos ainda em construção já custam o equivalente a R$ 10 mil por metro quadrado, realidade comum no Distrito Federal. A supervalorização, que começa já no terreno, se repete em outros centros urbanos. No caso da MRV, a solução encontrada para chegar a um custo viável para a baixa renda foi procurar espaços em regiões periféricas.

Fonte: Redação


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