O núcleo de Inteligência de Mercado do IEMI - Instituto de Estudos e Marketing Industrial - acaba de divulgar um novo estudo sobre o mercado de móveis. Denominado “Mercado Potencial de Móveis em Geral 2014”, o documento aponta que este ano a produção de móveis deverá ter crescimento de 3,5% em volumes de peças, enquanto as importações deverão crescer 14,5% e as exportações 8,0%.
Em valores (em dólares), projetando-se uma taxa cambial de R$ 2,44 por dólar, a produção de móveis chegaria a US$ 14,5 bilhões em 2014, enquanto as importações somariam US$ 337 milhões e as exportações, US$ 503 milhões.
“Com esses resultados, o consumo aparente cresceria 3,6% em volumes de peças e 5,8% em valores em reais. Já as importações atingiriam 2,9% do consumo em volumes de peças e 2,4% em valores. Por fim, as exportações aumentariam para 3,4% da produção em volumes de peças e permaneceriam em 3,5% em valores estimados para 2014”, afirma Marcelo Prado, diretor do IEMI.
Produção e consumo aparente interno
Hoje, o Brasil conta com 18,2 mil unidades produtoras que atuam no setor moveleiro nacional, juntas essas unidades são responsáveis por cerca de 300 mil pessoas empregadas, diretamente e indiretamente na produção.
Em termos de produção, os dados preliminares indicam uma alta no setor de 2,1% em 2013 em relação a 2012. Nos últimos 5 anos houve crescimento de 27,1%, passando de 370 milhões de peças produzidas em 2009 para 470 milhões de peças em 2013. Já o consumo aparente (resultado da produção + importação - exportação) teve crescimento de 29,4% em volumes de peças, entre 2009 e 2013.
A participação dos importados sobre o consumo aparente nacional, em volume de peças, passou de 1,1% para 2,6% no período analisado. Já a participação dos exportados passou de 3,5% para 3,3%.
Importação e exportação
Entre 2009 e 2013, as exportações caíram 10,4% em valores (em dólares), o que corresponde a um recuo de 2,7% ao ano. Já as importações aumentaram 2,7 vezes no mesmo período, um crescimento de 28,6% ao ano.
O país importou móveis principalmente da China, com 53,2% dos valores totais em 2013. Em seguida aparecem os Estados Unidos e a Itália, com 8% cada.
As exportações têm como principal destino os Estados Unidos, com 17% dos valores totais em dólares de 2013. Em segundo lugar aparece o Reino Unido, com 14%, seguido do Peru com 7,4%.