Vizinhança Solidária: pacto pela segurança

Segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Vizinhança Solidária: pacto pela segurança

Segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

A parceria do Secovi-SP com as Polícias Civil e Militar tem sido decisiva para combater os arrastões em condomínios. O número de crimes dessa natureza diminuiu e a tendência é continuar assim. É prova de que essa aliança, apoiada pelo treinamento de porteiros, vigias e, principalmente, pela conscientização dos condôminos, está surtindo resultados.
 
Mas é possível avançar ainda mais. O Secovi-SP está apostando na integração e comunicação do condomínio com prédios vizinhos visando à criação de uma rede de segurança para inibir a ação de criminosos.
 
Muito se discute sobre a segurança dos funcionários dos condomínios que colaboram com o programa, para tentar justificar que esses funcionários devem receber adicional por acúmulo de função e de periculosidade.
 
Esse entendimento não deve prosperar. Conforme preconizado pela própria Classificação Brasileira de Ocupações – CBO, compete aos porteiros (que também podem ser chamados de vigias conforme convenção coletiva da categoria), “fiscalizarem a guarda do patrimônio na observância de residências, edifícios públicos e privados [...], para evitar a entrada de pessoas estranhas e outras anomalias”.
 
O simples fato de o porteiro participar do programa não aumenta sua exposição ao risco. Ao contrário, ele estará mais protegido. A rede de segurança que a Vigilância Solidária almeja vale também para os funcionários do condomínio. É quase uma blindagem.
 
Qual a função extraordinária que estaria o porteiro desempenhando? Nenhuma! Estará exercendo apenas aquelas próprias de sua competência, estabelecidas na CBO e na Convenção Coletiva da categoria. O porteiro, mesmo sendo um “funcionário interno”, também tem de olhar a rua. Se não fosse assim, não precisaria ser porteiro. A porta não é a laguna. A porta é também o oceano.
 
Para combater arrastões em condomínios é preciso, cada vez mais, que as administradoras adotem inovações para garantir a segurança de todos. O programa Vizinhança Solidária é uma alternativa eficaz e necessária para garantir o bem-estar da sociedade. E é uma grande inovação.
 
A Polícia Militar (PM) já tem projeto piloto e aposta na expansão desse programa, que cria bolsões de segurança entre prédios, residências e comércio. Segundo a PM, o Vigilância Solidária será uma das prioridades da Diretoria de Polícia Comunitária em 2014, alcançando uma parcela significativa da população paulista que mora e trabalha em condomínios.
 
A prevenção é e sempre será a melhor forma de garantir a segurança. Nossa expectativa é que os condomínios, por seus usuários e funcionários, participem desse grande pacto em prol do bem comum. Rede de segurança já.

Fonte: Redação


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