Banco do Brasil terá crédito imobiliário com desconto em folha para o funcionalismo federal

Sexta-feira, 25 de abril de 2008

Banco do Brasil terá crédito imobiliário com desconto em folha para o funcionalismo federal

Sexta-feira, 25 de abril de 2008

O Banco do Brasil (BB) vai oferecer crédito imobiliário consignado para servidores federais. Ou seja, desconto direto no contracheque. A instituição está fechando pacote de vantagens para o funcionalismo na compra do imóvel. A medida se deve ao fato de o BB ter a maior fatia da folha de pagamento na esfera federal. Segundo o gerente-executivo do banco, Sérgio Augusto Kurovski, os benefícios incluem a flexibilização de juros e tarifas, além das condições de crédito. Para ter acesso, o órgão federal precisará assinar convênio com o BB.

De acordo com Kurovski, o início da operação será parecido com o desconto em folha, já que o banco paga os salários do servidor federal e, conseqüentemente, tem como casar a data com a do vencimento do financiamento. "O segundo passo será oferecer a consignação", adianta Kurovski. O BB ainda não definiu as taxas de juros do crédito imobiliário, que estará disponível a partir de junho em todas as agências no País. Mas a instituição garantiu que vai operar com competitividade no mercado. "A idéia é trabalhar com a mesma taxa do início ao fim do empréstimo. Não vamos oferecer um percentual menor nos três primeiros anos e, depois, subir para 12% ao ano, por exemplo. Queremos operar com a média de mercado. Atualmente, em 9% ao ano mais TR", explica Kurovski.

O financiamento será de 80% do valor do imóvel para unidades novas e usadas. O prazo de pagamento será de até 20 anos. O orçamento para a linha de crédito chegará a R$ 2 bilhões (R$ 1 bilhão com recursos do FGTS e mais R$ 1 bilhão da caderneta de poupança). O BB vai trabalhar pelo SFH (Sistema Financeiro de Habitação) para unidades avaliadas em até R$ 350 mil. Nesse caso, o financiamento máximo será de R$ 245 mil. O foco estará nas unidades de valor entre R$ 120 mil e R$ 350 mil. A renda familiar exigida será acima de cinco salários mínimos (R$ 2.075). "Vamos concorrer em igualdade de condições com os outros bancos. A idéia é acompanhar o mercado, mas com diferenciais, como benefícios que serão incorporados ao produto crédito imobiliário e até, quem sabe, prêmios para os clientes", adianta Kurovski.

O gerente-executivo do BB prevê ainda dividir as taxas de juros seguindo o valor do imóvel - modelo já usado por outros bancos. Os percentuais menores, por exemplo, são aplicados para unidades de até R$ 120 mil.

Mercado reage bem ao ingresso do BB

Para o presidente da Patrimóvel, Rubem Vasconcelos, a chegada do Banco do Brasil ao mercado imobiliário é muito positiva. "Isso mostra que o País vive um novo momento de crédito. Essa melhoria no financiamento é que está incrementando o mercado. Esse cenário é possível com a expectativa de queda de juros, a estabilização da moeda e a desburocratização do crédito", aposta Rubem Vasconcelos.

De acordo com o diretor-presidente da Ética Imobiliária, Marlei Feliciano, existe uma tendência no mercado brasileiro em que os bancos de forma generalizada estão verificando a importância do crédito imobiliário.

"Por isso, estamos vendo essa avalanche de concessões de empréstimos habitacionais. O mercado está refletindo os vários anos de estagnação. Hoje, o cenário é tão positivo que existem condições favoráveis para quem compra unidade usada ou para quem prefere adquirir imóvel na planta. Os bancos oferecem financiamento de até 80% do valor do bem. Em alguns casos, a Caixa Econômica Federal financia 100% da moradia", lembra Marlei Feliciano.

Algumas das vantagens do financiamento

O crédito imobiliário do Banco do Brasil vai oferecer um período de carência e um mês no ano para o mutuário não pagar a prestação. O cliente poderá optar pelo prazo de até seis meses para pagamento da primeira mensalidade. Nesse caso, tem que honrar apenas o montante referente aos juros, encargos, seguros de Morte e Invalidez Permanente e Danos Físicos ao Imóvel e Taxa de Administração/Manutenção do Contrato.

Também será possível escolher um mês no ano para dar um alívio ao bolso. "O cliente, por exemplo, não quer pagar a prestação de janeiro, por conta das despesas com IPTU, IPVA e renovação de matrícula escolar. Nesse caso, ele pagará apenas os juros e os seguros, o principal da dívida será diluído nos 11 meses", explica o gerente-executivo do BB, Sérgio Augusto Kurovski.

O Banco do Brasil estuda taxas de juros de 10,14% ao ano mais TR (Taxa Referencial) para unidades avaliadas em até R$ 120 mil. Imóveis de R$ 120 mil a R$ 245 mil terão juros de 10,5% ao ano mais TR. Acima desse valor até R$ 350 mil, a taxa será de 11,9% ao ano mais TR. O BB atualmente já oferece empréstimo habitacional para unidades acima de R$ 350 mil pelo Sistema Financeiro Imobiliário.

Fonte: O Dia

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