Construção terá que ser atrativa para reter mão de obra

Domingo, 10 de janeiro de 2010

Construção terá que ser atrativa para reter mão de obra

Domingo, 10 de janeiro de 2010

Construção terá que ser atrativa para reter mão de obra - Imagem principal

O aquecimento da economia brasileira, em especial do setor de construção civil, trará um problema crítico nos próximos anos: a escassez de mão de obra. Para o professor Fernando Garcia, da FGV, com o aumento do emprego formal e a melhora no nível de qualificação da mão de obra, o setor de construção vai ter de disputar mais os profissionais. “O setor vai ter que encontrar meios de se tornar bastante atrativo”, disse o professor durante a reunião do Grupo de Trabalho de Mão de Obra com os GTs de Habitação e Infraestrutura, em 20 de setembro.

Dados do Sinduscon e FGV mostram que, de julho de 2010 até agora, houve um crescimento de emprego de 1% ao mês. O ritmo de contratações vem superando o de demissões e o estoque aumentando 1% ao mês desde janeiro de 2007 com tendência de alta. No segundo trimestre de 2010, segundo a FGV, houve um crescimento sustentável em todas as frentes.

“De acordo com esses dados, o emprego na construção civil está crescendo em todas as regiões do País, de 9% a 10% ao ano nas regiões Sul e Sudeste e de 24% a 25% ao ano no Nordeste. A mão de obra qualificada nas construtoras e as vendas de materiais de construção de comércio varejista - que apontam também a demanda por produtos que vem do setor “formiguinha” e para construção de autogestão e que também vão demandar mão de obra para reformas - estão crescendo ao ano à taxa de 20% acima da inflação”, alertou Garcia.

A terceirização e a redução da jornada de trabalho também são preocupações do Grupo de Trabalho que estuda a mão de obra no Brasil. Segundo José Carlos de Oliveira Lima, vice-presidente da entidade, membro do Conselho Superior da Construção e diretor-titular do Deconcic, o futuro da mão de obra no Brasil é preocupante.

“Seja na indústria de materiais de utilização de capacidade instalada seja na economia como um todo – em que a taxa de desemprego teve forte redução – o contingente de mão de obra, que pode ser capturado rapidamente e treinado para ser colocado numa obra está desaparecendo. E a tendência é que nesse ciclo de crescimento com os eventos da Copa do Mundo, Olimpíadas e Pré-sal a demanda por de mão de obra aumente ainda mais. A expectativa é que a taxa de desemprego se reduza mais na próxima década e chegue ao patamar dos anos 70, época em que a cadeia de construção civil teve um bom desempenho no Brasil com taxa de desemprego de 3,5 a 4,5% ao ano”, disse Garcia.

Fonte: Redação


Mais Notícias

Anuncie seu imóvel conosco

Alcance milhares de compradores qualificados e venda ou alugue seu imóvel mais rápido