Crea-MS esteve presente no Seminário da Vale na Expo Xangai 2010

Segunda-feira, 7 de junho de 2010

Crea-MS esteve presente no Seminário da Vale na Expo Xangai 2010

Segunda-feira, 7 de junho de 2010

A delegação do Sistema Confea/Crea participou, no dia 5 de julho, do Seminário de Oportunidades Brasileiro de Mineração da Vale, na Expo Xangai 2010. O evento ocorreu no pavilhão brasileiro, com o tema "Cidades Pulsantes: sentir a vida de cidades brasileiras". No encontro foram apresentados os benefícios socioeconômicos para as cidades brasileiras, gerados pela indústria da mineração brasileira. O evento abordou o incentivo ao diálogo entre participantes e palestrantes sobre as oportunidades da indústria brasileira de mineração.

Como partícipes estavam a Secretária de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia (SGM / MME), Departamento de Produção Mineral (DNPM), Companhia de Pesquisa e Recursos Minerais (CPRM) Vale, Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais (ABINAM), Associação Nacional das Entidades de Produtores de Agregados para Construção Civil (ANEPAC) e Associação Nacional da Indústria Cerâmica (ANICER).

O diretor de Relações Institucionais da Vale, Carlos Anísio Figueiredo, ressaltou que a empresa tem como estratégia buscar a concretização dos  compromissos com a sociedade em longo prazo. “Atuamos com um foco social, econômico e ambiental por meio de uma gestão consciente e responsável, realizando ações empresariais voluntárias e em parceria com os diversos níveis de governo, instituições públicas, outras empresas e a sociedade civil”, afirmou.

Para Agamenon Dantas, da Companhia de Pesquisas e Recursos Minerais (CPRM), o papel da geociência é matéria de desenvolvimento sustentável, assim como a pesquisa sobre a mudança climática global e seu relacionamento com grandes movimentos da crosta terrestre. O modelo das trocas entre geosistemas com destaque para os modelos da bacia hidrológica concentre-se na aplicação de recursos naturais para assegurar o desenvolvimento econômico e bem-estar humano. Ele acredita que, como desafios, estão as novas competências, o estudo da Geologia e Geomorfologia do Terciário e Quaternário e outros estudos multidisciplinares.

Paulo, do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), declarou que o setor privado representa mais de 85% da produção de mineral brasileira com a cifra de mais de 24 bilhões em 2009, excluindo o óleo e gás. Ele salientou que o Brasil é um dos países com maior potencial mineral do mundo, pois há um abundante potencial geológico a ser explorado em uma extensão de 8.514.876,599 km2 continental, a infra-estrutura encontra-se em processo de expansão, o país possui ampla tradição na mineração, existe estabilidade macroeconômica, crescimento sustentável, necessidade de expandir e melhorar a infraestrutura assim como aumentar a área de mapeamento geológico e geofísico e existem grandes oportunidades para investimentos em empresas de mineração.

Cesar Virgilio da Associação Nacional da Indústria Cerâmica (ANICER); Carlos Lância, da Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais (ABINAM) e Fernando Valverde, da Associação Nacional das Entidades de Produtores de Agregados para a Construção Civil (ANEPAC) apresentaram a estrutura de cada associação e discutiram os meios necessários para obter maior competitividade internacional.

Miguel Cedraz explicou a estrutura do Departamento de Produção Mineral (DNPM), com missão, detalhou o sistema de autorização brasileiro no que se refere ao código mineral e que neste contexto o município recebe a partir de atividades de mineração de 65% do total de royalties pagos pelos produtores de commodities minerais, sendo que estas receitas devem ser atribuídas a projetos que visem o desenvolvimento da comunidade. Ele ressaltou que os investidores têm garantidos seus subsídios para que o Estado seja forte no processo de regulamentação. “Estimular a concorrência no setor de mineração brasileiro e a simplificar o setor mineral na gestão tornará mais forte a competitividade da indústria mineira”, afirmou.

Vania Somavilla destacou que a Vale tem uma forte relação com o solo, gera impactos positivos e negativos sociais, ambientais e econômicos mas permanece por um longo período de tempo em cada região que atua, mas a empresa para ajudar a reduzir o déficit de infra-estrutura urbana e habitacional  nas cidades onde atua opera através do desenvolvimento de projetos de engenharia executiva para angariar fundos federais. Atuou em 2008-2009 com 12 milhões de dólares em 72 projetos e investiu na ordem de 437 milhões de dólares em fundos federais.

Visita aos Pavilhões

Na tarde do dia 4, a delegação visitou os Pavilhões do Canadá, onde a tônica é a acessibilidade; o dos Estados Unidos, onde o presidente Barack Obama coloca sua mensagem de democracia e o sentimento de que quando as pessoas podem tudo acontece. Já o pavilhão do Reino Unido apresenta a biodiversidade representada por milhões de sementes e o plantio de ervas que são utilizadas para chá, uma combinação perfeita entre chineses e britânicos. A Itália demonstra que vive de história, música, moda, culinária e modernismo. Angola vem trazendo a simplicidade de modo moderno e caloroso.

No lado temático a delegação visitou alguns pavilhões das melhores práticas urbanas, São Paulo, Seul, Bolonha, Porto Alegre e Duesseldorf, porem fica claro que muitos dos espaços na "área urbana de melhores práticas" têm muito a dizer sobre o urbanismo contemporâneo ,  contanto que se aceite dizer que este é, talvez apropriadamente,o lado otimista. Poucos males das cidades modernas são vistos ou ouvidos na Expo.

Participam da missão do Sitema Confea/Crea do mês de julho o  Presidente do Confea, Eng. Civ.  Marcos Túlio de Melo; os Conselheiros Federais  Eng. Eletric. Martinho Nobre Tomaz de Souza, Coordenador do GT Xangai 2010 do Confea e Eng. Mec. Gracio Paulo Pessoa Serra; Representante do Colégio de Presidentes de Creas e Presidente do Crea-MS,  Eng. Civ. Jary de Carvalho; Palestrante, Geog. Roberto Messias Franco; a  Assessora Internacional,  Arq. e Eng.  Carmem Eleonôra Cavalcanti Amorim Soares  e o Convidado Prof. Eng. Li Weigang.

Fonte: Redação


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