Em área 5,5 vezes menor que SP e Rio, faixa litorânea em SC movimenta R$ 13,4 bi e vira 5ª força imobiliária nacional

Quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

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Um bloco territorial de apenas 490 km² no litoral norte de Santa Catarina se torna o quinto maior mercado imobiliário do Brasil, o que desafia a lógica de extensão geográfica das metrópoles. As cidades de Balneário Camboriú, Itapema, Itajaí e Porto Belo registraram, juntas, um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 13,47 bilhões em 2025.


O dado da plataforma especializada DWV revela uma desproporção econômica: a área somada dessas quatro cidades é 5,5 vezes menor do que a extensão territorial das capitais São Paulo e Rio de Janeiro (que juntas ocupam 2.721 km²). Mesmo com espaço físico limitado, o cluster catarinense comercializou mais de 9 mil unidades no ano, ficando atrás apenas de mercados grandiosos e massivos como SP, RJ, Belo Horizonte (MG) e Brasília (DF).


A performance financeira da região supera com folga capitais consolidadas. Dados da plataforma de inteligência indicaram que Curitiba (PR), por exemplo, registrou VGV de R$ 2,26 bilhões no mesmo período (venda de 1.982 unidades) — um volume seis vezes inferior ao do litoral norte catarinense.


Para Jordan Hang, CEO da JH Marketing, consultoria estratégica referência no setor imobiliário e responsável pela gestão de R$ 6 bilhões em lançamentos na região, o fenômeno se explica pela densidade de valor agregado.


“O que vemos aqui é uma anomalia de mercado: uma concentração extrema de liquidez em um território restrito. Enquanto nas grandes capitais o VGV se dilui em manchas urbanas gigantescas e tickets variados, no litoral norte de SC temos uma 'ilha' de valorização onde a escassez de terra multiplica o preço do ativo. O investidor não compra metro quadrado aqui apenas por moradia, mas pela eficiência financeira que essa densidade gera. É um mercado que produz mais riqueza por quilômetro quadrado do que a vasta maioria das capitais”, analisa o executivo.


A análise aponta que a integração entre os quatro municípios criou um mercado único. A saturação de áreas em Balneário Camboriú transbordou a demanda de alto padrão para Itapema e Porto Belo, enquanto Itajaí absorveu o crescimento corporativo e residencial.


“Essa região descolou da média nacional porque opera com demanda permanente de todo o país em um espaço geográfico finito. Isso blinda o preço. A infraestrutura e a segurança acompanharam esse adensamento, transformando essas quatro cidades em um corredor econômico de alta performance que compete, em volume financeiro, com grandes metrópoles do Brasil”, completa Hang. 

Fonte: Redação - Foto: Divulgação


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