FGV eleva estimativa de crescimento da construção para até 12%

Terça-feira, 28 de setembro de 2010

FGV eleva estimativa de crescimento da construção para até 12%

Terça-feira, 28 de setembro de 2010

No Workshop de Conjuntura, realizado em 23 de setembro no SindusCon-SP, a consultora de projetos da FGV, Ana Maria Castelo, elevou de 8,8% para algo crescer entre 10% a 12% a estimativa para o crescimento da indústria da construção em 2010.

Segundo a consultora, a intensidade e a rapidez do crescimento da construção trazem hoje três desafios para a sua sustentação: elevar a formação e a qualificação da mão de obra, aumentar a produtividade e desenvolver novos fundings para o financiamento da habitação e da infraestrutura.

Ana Maria mostrou que o setor da construção civil já ocupava em 2009 cerca de 10 milhões de pessoas no país. "Até julho de 2010, a cadeia da construção já havia recuperado as perdas do final de 2008: a produção física de insumos registrava aumento de 15,23% na comparação com o mesmo período de 2009 e de 3,5% em relação ao mesmo período de 2008; e o faturamento da indústria de materiais, que caíra mais fortemente na crise, apresentava elevação real de 13,84% na comparação com 2009 e de 0,85% em relação a 2008."

"Em julho, essa indústria utilizou 90,5% de sua capacidade e com o dólar barato hoje ela enfrenta o seguinte dilema: ou investe para atender a demanda das famílias e das construtoras ou intensifica suas importações baratas. O lado ruim para esse segmento é a perda de competividade. O lado bom para a construção é que essas importações ajudam a aliviar a pressão da demanda."

Na mesma linha, o professor da FGV e colunista da revista Notícias da Construção, Robson Gonçalves, defendeu uma agenda para que o crescimento do país seja sustentado: explicitação do foco da política econômica no crescimento sustentado de longo prazo; recuperação da confiança na solvência das contas públicas; melhora da qualidade das contas externas; definição de uma política de inserção social para além do assistencialismo; estabelecimento de uma política de capacitação de mão de obra; e instituição de um modelo de relação entre os setores público e privado para a infraestrutura e a habitação com foco nos mecanismos de financiamento.

Fonte: Uol


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