
O governo brasileiro considera a criação de um financiamento imobiliário que permita ao contratante, em caso de desemprego ou perda de renda, deixar de pagar algumas parcelas, desde que as quite no final do financiamento.
A informação foi dada, nesta terça-feira (16), durante evento do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), pelo economista-chefe e membro do Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), Celso Petrucci.
Condições
"É um mecanismo que o governo já vem batendo na tecla desde o começo do ano. O governo está pensando em alguma coisa para que o consumidor volte a ter confiança. Um mecanismo, que no momento de desemprego ou queda de renda, ele venha a não pagar alguma prestação", afirmou.
De acordo com Petrucci, essa é apenas uma consideração que tem sido feita, que terá caráter de postergar o tempo do financiamento, mantendo as mesmas condições de juros. "Mas precisa ver se os bancos estariam dispostos a oferecer isso", ponderou ele.
Outras medidas
O membro do Conselho Curador ainda citou outras medidas defendidas para os financiamentos imobiliários. Confira abaixo:
- Possibilidade de dedução da base de cálculo do Imposto de Renda dos juros pagos em financiamento imobiliário;
- "Apoiamos o pedido de muitas outras entidades de que emergencialmente seja liberado imóvel com valor acima de R$ 350 mil para uso do FGTS", ponderou Petrucci;
- Uso do FGTS corrente: em vez que o empregador pegar a contribuição do salário do funcionário e depositá-lo no fundo, ele já deposita diretamente na conta do credor, o que diminui o risco do crédito;
- "Estamos incitando o governo a mexer no compulsório da caderneta de poupança. Estamos falando de um total de R$ 60 bilhões", disse o membro do Conselho Curador, que ainda comparou a medida com a liberação do compulsório para contas corrente.
Fonte: InfoMoney
