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Segunda-feira, 12 de abril de 2021

Índice que reajusta aluguel dispara e preocupa corretores

Em meio ao agravamento da pandemia em todo o País, o índice que reajusta grande parte dos contratos de aluguel disparou nos últimos meses e tem impactado o orçamento de muitos inquilinos. 


O Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) terminou o terceiro mês do ano com aumento de 2,94% e acumula alta de 8,26% neste ano e de 31,10% em 12 meses, sendo o maior índice inflacionário medido desde 1995, conforme o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV). 


O IGP-M é conhecido como a “inflação do aluguel” e serve como parâmetro para o reajuste da maioria dos contratos de locação residencial. Segundo dados da FGV, o índice utilizado para a correção do aluguel teve alta de 2,94% em março, acelerando em relação à variação de 2,53% de fevereiro.


A corretora de imóveis Giovana Matos explica que isso acontece em razão do período de pandemia que o País atravessa e das oscilações do dólar, além das cotações internacionais de produtos primários e matérias-primas.


“As taxas do IGP-M estão absurdas e muito elevadas, muitos clientes reclamam do valor abusivo. Neste momento, é necessário ter bom senso na hora de fazer a atualização, estamos no meio de uma pandemia e é melhor ter o imóvel ocupado do que vazio. Muitas famílias tiveram sua renda afetada, a expectativa é de que [o índice se] estabilize no decorrer dos meses”, alegou a corretora.


O índice acumula alta de 8,26% nos três primeiros meses deste ano e de 31,10% em 12 meses, enquanto em março de 2020 o índice havia subido 1,24% e acumulava alta de 6,81% em 12 meses. A expectativa é de que, no mínimo, o índice volte a fechar na marca de 23%, apurada em 2020.


Nos preços para os consumidores, as maiores pressões de alta no período, de acordo a FGV, vieram do aumento da gasolina (8,96%), do etanol (10,29%), do plano e seguro de saúde (0,83%) e do gás de cozinha (3,29%).


A economista do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Fecomércio-MS (IPF-MS), Daniela Dias, destaca que é importante haver acordo entre proprietários e inquilinos, como uma saída para evitar que ambas as partes percam neste momento de pandemia.  


“Para quem mora de aluguel é fundamental a negociação de valores, o porcentual relacionado ao mercado imobiliário está muito elevado e, no atual cenário em que o desemprego ainda está em alta e a pandemia não foi controlada, é necessário conversar e entrar em acordo de valores, para assim minimizar os danos e termos um equilíbrio financeiro entre todas as partes envolvidas”, pontuou. 


Para o presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis de Mato Grosso do Sul (Sindimóveis), João Araújo, é importante que os corretores façam acordos e analisem qual é a melhor opção de reajustes que não impacte tanto no orçamento do cliente.  


“O Brasil inteiro sentiu o impacto do IGP-M, é muito complicado para quem vive de aluguel, estamos fazendo negociações com clientes para trocar a correção monetária, uma das alternativas está sendo calcular pelo IPCA, assim temos um cálculo mais viável para os inquilinos, os valores são muito excessivos, não tem como levar em consideração”, explicou.

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Fonte: Redação, com informações do Correio do Estado - Foto: Divulgação