Moradias inadequadas prejudicam 25 milhões de famílias

Segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Moradias inadequadas prejudicam 25 milhões de famílias

Segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Dados dos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável ( IDS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coletados em 2008 e divulgados esta semana, apontam que a ocorrência de diarréia, hepatite e verminose, entre outras doenças, está diretamente relacionada à ocupação de moradias inadequadas.

Diz o levantamento que, naquele ano, habitações precárias, insuficiente abastecimento de água, ausência de rede de esgoto e contaminação por resíduos foram responsáveis por 308,8 internações, a cada grupo de 100 mil habitantes. O levantamento considerou inadequadas 25 milhões de moradias, cerca de 40% do total estimado para o País.

O documento reforça a necessidade, em especial, de ampliar os serviços de água encanada e de esgoto. Nas conclusões do IDS está destacado que, de forma geral, nas unidades da Federação onde o acesso ao saneamento básico é menor, o número de internações ocasionadas por aquelas doenças é maior.

O desmatamento (em casos urbanos, provocado pelo avanço das cidades na direção de suas reservas vegetais) também é fator de risco. Conforme aponta a pesquisa, na Região Nordeste, que em 2008 apresentou as maiores taxas de internações provocadas por insetos vetores de males como a dengue, febre amarela e a malária, a falta de saneamento básico teve o desmatamento como importante aliado.

"O desflorestamento e as condições sanitárias inadequadas, aliados ao alto índice pluviométrico e à extensão da rede de drenagem estão entre os fatores que favorecem a transmissão dessas doenças", de acordo com a pesquisa.

Fonte: Redação


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