
Novo “point” da cidade para encontros, prática de atividades físicas e eventos culturais, a Orla Morena, inaugurada há um ano e meio, fez os imóveis em seu entorno valorizarem cerca de 40%, segundo estudos da Câmara de Valores Imobiliários.
Este é um dos benefícios que vieram de carona com a obra que modificou a região da Vila Planalto e virou um dos novos cartões postais de Campo Grande.
Sentado em frente a sua mercearia, Miguel João Calepes recorda da paisagem antes da Orla: o matagal alto formado ao longo dos antigos trilhos na avenida Noroeste, motivo de reclamações.
Embora sinta falta da simplicidade de tempos passados, esmagada pela modernidade trazida com a grande obra, ele reconhece que tem uma bonita paisagem como vizinha.
“Seo” Miguel tem, além da mercearia, uma lanchonete, tocada pelo filho no bairro. Perguntado se pensa em vender os imóveis, dá um largo sorriso para responder. “Ainda não”, brinca com um olhar que traduz ter a certeza de que, quando mais tempo passar, mais valorização seu imóvel ganhará.
“Eu vi como era antes da construção da Orla. Não tinha nada, era só mato, além de ser perigoso”, resumiu o funcionário público Jeferson Mello, de 28 anos, que passeava na última quinta-feira pelo local com a esposa, a designer Kátia Plácido, 24 anos. “Trouxe entretenimento para a população da região”, destacou ela.
Moradora da avenida Noroeste, a empresária Thais Carvalho, 34 anos, está na região há 28 anos. Certa da valorização de sua residência, ela diz que nem pensa em mudar ou vender. Só tem certeza de que quando tomar esta decisão venderá por um “bom valor”.
Já o agente de Defesa Civil Laércio José Terêncio, 43 anos, diz que reside há três anos no local. Ele comenta que os vizinhos, que antes tinham imóveis estimados em R$ 50 mil, agora não falam em vender por menos de R$ 180 mil.
“Até o aluguel subiu demais e têm umas casas que não alugam por ser caro”, explica, enaltecendo o fato de poder ter, perto de onde mora, opções para lazer, teatro e ginástica ao ar livre.
