O preço médio do metro quadrado dos imóveis usados vendidos em São Paulo subiu 4,61% em abril, quando comparado a março. Porém, em bairros da chamada Zona B de valor, que inclui Aclimação, Alto da Lapa (foto), Pinheiros, Alto de Santana, entre outros, o preço de apartamentos de padrão médio com 8 e 15 anos de construção aumentou 97,34% - o metro quadrado custava em média R$1.912,93 em março e passou a R$3.775,00 em abril.
Os resultados foram obtidos por levantamento do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo) em 465 imobiliárias da cidade. A pesquise registrou aumento de preços médios em 14 tipos de imóveis pesquisados e baixa em 8.
A maior queda foi encontrada em apartamentos de padrão médio localizados na Zona A, onde estão, entre outros, os bairros de Higienópolis, Itaim Bibi e Jardim América. O preço médio do metro quadrado baixou de R$3.286,71 em março para R$2.028,47 em abril - redução de 38,28%.
Por padrão médio, o Creci-SP classifica os apartamentos localizados em prédios com duas a quatro unidades por andar, que possuem azulejos decorados, cerâmica simples, caco de mármore no piso, carpete sobre cimento ou taco, esquadrias de ferro ou alumínio simples, armários modulados de madeira aglomerada, boxe de alumínio etc.
Os imóveis mais vendidos - As 465 imobiliárias pesquisadas registraram, em abril, a venda de 347 imóveis - desempenho 27,13% superior ao de março. Os apartamentos tiveram a preferência de 69,16% dos compradores, ficando as casas com os restantes 30,84%. Os imóveis mais vendidos, com 50,14% do total, foram os de valor superior a R$200 mil.
Financiamento supera compras à vista - No mês de abril, excepcionalmente, as vendas financiadas superaram as negociações à vista. Bancos privados e estatais financiaram 50,15% das vendas. "O financiamento é o grande motor da expansão sustentada do mercado de imóveis usados, daí nossa torcida para que seja ampliado e possa alcançar maiores parcelas da população", diz José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP.
A participação dos bancos privados no financiamento de usados também foi destacada pelo Conselho como um avanço do setor. Em abril, é a participação dos bancos privados e estatais, excetuada a Caixa Econômica Federal (CEF), no total dos financiamentos foi de 21,04%. Em janeiro, a participação deles ficara em 4,26%, ampliando-se para 4,85% em fevereiro e caindo para 1,21% em março.
"Embora a Caixa seja líder absoluta desse mercado, ela, sozinha, não consegue, evidentemente, dar conta de atender toda a demanda por financiamentos, sendo essencial que os demais bancos ampliem sua participação e passem a ser mais dinâmicos e competitivos na oferta do crédito imobiliário", diz Viana Neto. "O ideal é que eles passem a ter uma atuação tão agressiva e competitiva quanto a que exibem no mercado de imóveis novos", acrescenta.