Em reunião realizada na manhã da última sexta-feira, 16, na sede da CNI em São Paulo, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção – ABRAMAT, Walter Cover, esteve junto ao Ministro da Fazenda, Guido Mantega e outros líderes e representantes de importantes setores da economia, para discutirem diretrizes e métricas no Fórum Nacional da Indústria.
No evento, foram avaliados os cenários políticos e econômicos para melhorias no ambiente de negócios. Cover informou ao Ministro que a indústria de materiais de construção deve crescer cerca de 4% este ano e reforçou o pleito de prorrogação da desoneração do IPI, que auxilia na aceleração dos projetos de infraestrutura. Além disso, alertou-o sobre os incrementos das ofertas de crédito imobiliário para reformas. O presidente ABRAMAT também afirmou ao Ministro que está havendo melhora gradativa na confiança do empresariado do setor.
Segundo Cover, o Ministro Mantega fez uma boa análise sobre o ambiente internacional, apontando sinais de melhora. “No primeiro semestre a inflação subiu um pouco mais do que o esperado, mas o Ministro garantiu que hoje a situação já está sob controle”, afirma o executivo.
Mantega também alertou que o crescimento da economia brasileira no primeiro semestre não foi ruim comparado a outros países, exceto em comparação com a China e Índia, por exemplo. Já as perspectivas para o segundo semestre apontam para um desempenho melhor, tendo em vista que os leilões de concessão de infraestrutura devem ser acelerados, principalmente portos, aeroportos, rodovias e ferrovias. As medidas devem controlar a inflação, permitindo que bancos privados ampliem o crédito e reduzam os custos financeiros. O Ministro concluiu alertando que essas e outras circunstâncias positivas devem animar o empresariado e corroborou com os recentes dados divulgados pela CNI, que indicam melhora no nível de confiança por parte do setor industrial.
Outros representantes, de diferentes setores, também destacaram a importância da continuidade no processo de redução dos tributos. Assim como também e apontaram a preocupação com questões podem elevar o custo da mão de obra e com o excesso de burocracia na aprovação de projetos.