A alta da inflação ainda não repercutiu nos financiamentos para aquisição de imóveis da CEF (Caixa Econômica Federal), principalmente aqueles destinados à população de baixa renda, como o programa Minha Casa, Minha Vida.
“Estamos em curva de crescimento que vai continuar. Ela pode, em determinado momento, perder um pouco de força, mas não imagino que ela saia da trajetória que tem hoje”, destacou o presidente da instituição, Jorge Hereda.
Após encontro com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), Hereda reiterou que os índices de financiamento permanecem praticamente estáveis em relação ao ano passado, segundo a Agência Brasil.
Investimentos
O presidente da Caixa, que assumiu o cargo há pouco mais de um mês, também disse que a entidade não registrou mudança “significativa” nas aplicações dos investidores, sejam de pequeno ou de grande porte.
Como a Caixa coloca todo mês uma parcela da linha de créditos imobiliários à disposição dos investidores, segundo Hereda, ela compete um pouco com aplicações em CBD (certificados de depósitos bancários). “Mas isso é uma disponibilidade que a Caixa tem, porque produz muito crédito imobiliário”, explicou.
Emendas parlamentares
Ele ainda reconheceu que o sistema de liberação de emendas parlamentares da instituição é muito burocrático atualmente. Por isso, ele defende um tratamento diferenciado para projetos de menor valor, como os de R$ 52 mil oriundos de emendas parlamentares que aguardam liberação na CEF.
Do total de projetos, para se ter uma ideia, 85% são de até R$ 500 mil. “Processos nesse valor têm um processo rigoroso de análise, como se fossem de R$ 500 milhões. A Caixa estuda racionalizar a avaliação desses contratos, mas, para isso, é preciso alterações em decretos e na Lei de Diretrizes Orçamentárias”, afirma.