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Sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

Rua Ceará terá prédio com 180 “quitinetes de luxo” em frente a universidade

Quem passa pela Rua Ceará está longe de ver o cenário que deve encontrar em um ano. Duas concessionárias de veículos vão abrir as portas na via, uma das mais movimentadas da Capital, e um empreendimento com universitários como alvo começa a avançar.


Hoje, o que se vê são tapumes em terreno, ainda cheio de mato, que ganhará um tipo de “quitinetes de luxo”, que na arquitetura contemporânea são studios. O projeto será construído em local estratégico, exatamente em frente à sede da Uniderp, e também próximo ao Parque das Nações Indígenas e do Shopping Campo Grande.


A reportagem apurou que o terreno será de uso misto, tendo um prédio de 21 andares, com 180 unidades, e área de 15.881,17 m², ao lado de duas novas concessionárias, de 9.326,70 m².


O tamanho de cada unidade varia de 37,80 m² a 61,03 m², tendo como público-alvo pessoas solteiras e casais sem filhos. Além de também atender pessoas que vêm de outros estados para estudar na Capital.


No momento, estão em obras somente as duas lojas, que tinham como previsão de término março de 2022, empregando 52 funcionários diretamente. O prédio que deveria ter começado em janeiro de 2023 tem previsão de entrega em 2027, mas ainda não foi "erguido".


Pelo menos, entre a Rua Joaquim Murtinho e a Avenida Mato Grosso, as lojas comerciais de vários segmentos tomam conta. Com isso, os edifícios residenciais mudam o cenário e compõem a verticalização na região, que inclui bairros como Bela Vista, Chácara Cachoeira, e Itanhangá Park.


Campo Grande também já tem outro exemplo do tipo no Jardim dos Estados, além de ter outro empreendimento neste mesmo estilo anunciado, no mesmo bairro.


De quitinete aos modernos "studios"


Os responsáveis pelo projeto não quiseram dar entrevista, mas o que se sabe é que o modelo é de moradia compacta, integrada e com poucas divisórias. 


Conforme explica o presidente do Secovi/MS (Sindicato de Habitação de Mato Grosso do Sul), Geraldo Paiva, no Brasil, tem ganhado espaço e está localizado em áreas privilegiadas.


“O modelo de imóvel é o mais vendido em São Paulo. Atende desde o interessado em imóvel de primeira moradia como para pessoas que trabalham a semana na Capital e retornam ao final de semana para casa da família. Em Campo Grande, pode atender os mesmos interessados. Tem muito serviço comunitário no prédio para os moradores, como sala de trabalho, lavanderia e sala gourmet, entre outras coisas”, explicou.


Ainda na visão do representante do sindicato, Campo Grande é uma cidade moderna e que tem ganhado moradias criativas.


“Campo Grande é uma cidade moderna e como todo empreendimento que traz serviços acoplados. A moradia simplifica a ocupação de produtores rurais e empresários que têm sua família vivendo em outro estado, pode ficar de forma muito mais privativa que um hotel. Vejamos, por exemplo, os principais cargos da fábrica da Suzano em Ribas do Rio Pardo, pode ficar com a família em outro Estado e quando ficar em MS morar em um studio”, completou.


Licenciamento Ambiental 


Nesse contexto de verticalização da cidade, o debate anda quente entre moradores de bairros de alto padrão e a Prefeitura de Campo Grande também começa a discutir a minuta do projeto que atualiza a Lei n. 3.612, de 30 de abril de 1999. A lei instituiu o Silam (Sistema Municipal de Licenciamento e Controle Ambiental) e o FMMA (Fundo Municipal de Meio Ambiente).


O Silam desempenha um papel crucial no controle ambiental de Campo Grande, uma vez que regulamenta a supervisão da implantação e operação de empreendimentos e atividades com potencial impacto ambiental.


Segundo a Planurb, o processo de revisão do Silam foi motivado por ter se passado 25 anos desde a criação e pela necessidade de adaptação às novas dinâmicas do território urbano e para cumprir as disposições do PDDUA (Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental).

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Fonte: Redação, com informações do Campo Grande News