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Terça-feira, 3 de julho de 2018

Saiba o quanto e como o cenário atual está impactando o mercado imobiliário

Muitas pessoas passam noites sem dormir só de pensar em não conseguir pagar as prestações acertadas na compra de um imóvel, principalmente em caso de perda de emprego. No ano passado a economia brasileira cresceu apenas 1% e escancarou o cenário complicado em que o país vem atravessando.

Apesar do fim da recessão dos dois anos anteriores (quando o Produto Interno Bruto recuou), o crescimento baixo de 2017 não foi sentido diretamente pela maior parte dos brasileiros.

De acordo com dados oficiais do governo, até 2020 o Brasil vai crescer apenas para recuperar as perdas do período de recessão. Isso significa que o país só voltará a crescer efetivamente a partir de 2021, tendo perdido seis anos para correr atrás da recuperação.

Em 2018 ainda teremos eleição, o que aumenta ainda mais as incertezas políticas e econômicas. Um cenário tão complicado como esse dificulta a situação de vários setores, principalmente os que atuam com investimentos de longo prazo, como o imobiliário.

Receio da população em investimentos de longo prazo

Comprar um apartamento é um projeto de longo prazo e, em tempos de crise, isso afugenta o interesse das pessoas de se lançarem neste tipo de empreendimentos. Mas é importante notar que “país em crise” não é um termo absoluto para todas as áreas. Por isso é recomendado que as pessoas acompanhem o noticiário econômico mais à fundo antes de tomar qualquer decisão.

Por exemplo: a queda gradativa da Taxa Selic anunciada nos últimos anos faz com que o momento seja relativamente propício para a compra do imóvel, já que os custos das atividades econômicas ficam mais baratos. Além disso, mais pessoas decidem tirar o dinheiro da poupança para buscar outros tipos de investimentos, já que ela passa a render menos. Isso leva a um aumento na demanda e as construtoras tiram da gaveta novas opções de plantas para vendas.

Mudanças no Programa Minha Casa, Minha Vida

Outro fator que impacta diretamente o mercado imobiliário diz respeito às mudanças no programa Minha Casa, Minha Vida do Governo Federal. Algumas regras foram modificadas para ampliar o acesso a ele como, por exemplo, a ampliação do limite da renda dos que aderem ao programa: desde o fim do ano passado esse limite subiu de R$ 6,5 mil para R$ 9 mil.

Dinheiro da poupança na compra de imóveis

Como ainda não temos os comparativos de 2018 fechados, é possível entender o cenário a partir de dados dos últimos anos. Um recente boletim de crédito do Banco Central aponta que, em março de 2017, o volume de empréstimos com recursos retirados da poupança para aquisição e construção de imóveis chegou a R$ 4,01 bilhões, o que representa um crescimento de 36% na comparação com fevereiro daquele ano.

Por outro lado, isto é uma queda de 9,2% se comparado com o mesmo mês de 2016. Diante destes números podemos concluir que há um interesse do cidadão em investir em novos imóveis, o que ajuda a aquecer o mercado.

Mudanças no FGTS

Estimativas de empresas especializadas em comércio apontam que a poupança é, historicamente, o segundo caminho mais utilizado pelos brasileiros para financiar imóveis, enquanto o primeiro é o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, mais conhecido como FGTS. Trata-se de um dinheiro depositado na conta do trabalhar pela própria empresa onde ele trabalha e que pode ser retirado em situações muito pontuais, como para comprar um apartamento ou em caso de doenças.

Na intenção de reaquecer a economia, o governo liberou o saque das contas inativas do FGTS no fim de 2016 e muitas pessoas optaram por pegar esse dinheiro e quitar imóveis ou mesmo dar entrada em algum novo. Na época, o governo alegou que as contas tinham R$ 30 bilhões disponíveis para sacar, sendo que 86% delas tinham menos de um salário mínimo de saldo.

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Fonte: Redação, com informações do Portal JE Online - Foto: Arquivo