Sondagem revela que burocracia atrasa a finalização do produto/obra ou serviço

Segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Sondagem revela que burocracia atrasa a finalização do produto/obra ou serviço

Segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) lançou ontem (10), em Brasília, a Sondagem Especial Burocracia.
 
De acordo com a pesquisa realizada entre os dias 2 e 17 de abril, o excesso de burocracia prejudica a competitividade de 92% das indústrias brasileiras, eleva os custos, desvia recursos das atividades produtivas e atrapalha os investimentos.
 
Para mais da metade dos empresários (52%), o impacto da burocracia na empresa é alto.
 
Realizada entre 2 e 17 de abril, a pesquisa ouviu 2.388 industriais em todo país. Desses, 1.835 são da indústria de transformação, 116 da extrativa e 437 da construção.
 
A análise dos dados foi feita em dois blocos: um que reúne as avaliações da indústria da construção e outro da indústria de transformação e extrativa.
 
No geral, os empresários dos três setores relatam que enfrentam uma série de problemas no cumprimento das obrigações legais.
 
Entre as dificuldades, destaca-se o número excessivo dessas obrigações, com 85% das respostas.
 
Em segundo lugar, vem a complexidade das obrigações legais, com 56% das assinalações, e, em terceiro, com 41% das respostas, os entrevistados citaram a alta frequência das mudanças.
 
Entre os principais impactos da burocracia nas empresas citados pelos entrevistados estão a elevação dos custos de gerenciamento dos trabalhadores, com 58% das menções, o aumento do uso de recursos em atividades não ligadas diretamente à produção (57% das respostas) e o atraso na realização dos investimentos (40% das assinalações).
 
Na avaliação de 47% dos empresários da construção, a burocracia  atrasa a finalização do produto/obra ou serviço.
 
Esse percentual cai para 23% na indústria de transformação e para 25% na indústria extrativa.
 
Para 35% dos construtores, o excesso de procedimentos aumenta o custo de celebração de contratos.
 
Esse número cai para 21% no caso dos donos de empresas do ramo extrativo e para 17% para os empresários da indústria de transformação.
 
As sugestões dos empresários para o corte da burocracia também são diferentes.
 
Na construção, 25% acreditam que o governo deve priorizar a redução da burocracia nas licitações públicas.
 
O percentual cai para 12% nas indústrias de transformação, e para 6% na indústria extrativa.
 
Por outro lado, 19% dos empresários do ramo de transformação e 17% dos que atuam na indústria extrativa reclamam dos procedimentos aduaneiros.
 
O percentual é de apenas 4% entre os empresários da construção.

Fonte: Redação


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