Pesquisa realizada pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), a pedido da UNC (União Nacional da Construção), no ano passado, revela que a cadeia produtiva da construção civil no Brasil terá em quatro anos (2007-2010) a perspectiva de acréscimo de investimentos anuais da ordem de R$ 30 bilhões, beneficiando-se do atual cenário econômico do país, com queda de juros, ampliação de oferta de crédito, aumento de recursos disponíveis pelo FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), aumento de recursos externos e crescente receptividade pública para questões ambientais.
A UNC congrega mais de 90 entidades representativas do setor, a exemplo da AsBEA -Associação Brasileira dos Escritórios de Engenharia. A perspectiva de acréscimo de investimentos apontada no estudo contribuirá para o acréscimo do PIB (Produto Interno Bruto) de 1,32%; a abertura de 877 mil postos de trabalho; a arrecadação de R$ 10,1 bilhões em impostos e contribuições e a melhora do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de 0,792 (em 2003) para 0,815 (em 2010).
A indústria da construção civil é uma das atividades de maior impacto ambiental: 40% dos Recursos naturais extraídos são destinados a ela; 50% dos resíduos sólidos urbanos são provenientes de construções e demolições; 50% do consumo de energia elétrica são destinados para operação das edificações. A distribuição do consumo energético brasileiro em 2004 ficou assim: público, 8%, comercial, 14%, residencial, 25% e industrial, 53%.
O estudo da FGV, ao tratar da sustentabilidade no ambiente construído, usa a definição do Bruntland Report, de 1987: \"utilizar os recursos disponíveis no presente sem esgotá-los e comprometer o meio ambiente das gerações futuras\". Adota os conceitos de definir a importância das decisões baseadas no seu entorno e a abordagem dos aspectos econômicos, sociais e ambientais em conjunto, considerando-se que o panorama atual é de escassez de recursos naturais, crise de energia elétrica e dentro de um cenário de gerenciamento de questões urbanas (adensamento) e de síndrome dos \"edifícios doentes\".
Um exemplo: o total de consumo de energia elétrica no Brasil, em 2004, foi de 330.812 GWh, para uma necessidade de 383.742 GWh. Em 2020, a necessidade será de 702.726 GWh, um crescimento de 212% para uma geração necessária de 794.080 GWh, equivalente a 207%. Tais números consideram perdas de transmissão e distribuição de 13% em 2020 e de 16% em 2004.
Será necessário, então, diminuir os consumos de energia, de água, de materiais naturais, de produção de entulho e minimizar o impacto ambiental. Será necessário ampliar a eficiência da construção, eficácia do abrigo, o conforto do usuário, o uso de técnicas passivas, além de ter maior e melhor desempenho do usuário, segundo a AsBEA, que aponta alguns parâmetros de sustentabilidade atualmente aplicáveis a edifícios.
São eles: construção seca (pré-construção), certificação de origem dos materiais (madeira), uso de dispositivos para minimizar consumo de energia, a exemplo de aquecedor solar, gás, co-geração, sensores de presença, timers e iluminação natural; uso de dispositivos de controle do consumo de água (vazão / bacia 6 litros - dual flush / medidores individuais); reuso de água pluvial, estação de tratamento do esgoto, coberturas verdes ou reflexivas, utilização de elementos arquitetônicos de proteção solar como os brises.
A UNC congrega mais de 90 entidades representativas do setor, a exemplo da AsBEA -Associação Brasileira dos Escritórios de Engenharia. A perspectiva de acréscimo de investimentos apontada no estudo contribuirá para o acréscimo do PIB (Produto Interno Bruto) de 1,32%; a abertura de 877 mil postos de trabalho; a arrecadação de R$ 10,1 bilhões em impostos e contribuições e a melhora do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de 0,792 (em 2003) para 0,815 (em 2010).
A indústria da construção civil é uma das atividades de maior impacto ambiental: 40% dos Recursos naturais extraídos são destinados a ela; 50% dos resíduos sólidos urbanos são provenientes de construções e demolições; 50% do consumo de energia elétrica são destinados para operação das edificações. A distribuição do consumo energético brasileiro em 2004 ficou assim: público, 8%, comercial, 14%, residencial, 25% e industrial, 53%.
O estudo da FGV, ao tratar da sustentabilidade no ambiente construído, usa a definição do Bruntland Report, de 1987: \"utilizar os recursos disponíveis no presente sem esgotá-los e comprometer o meio ambiente das gerações futuras\". Adota os conceitos de definir a importância das decisões baseadas no seu entorno e a abordagem dos aspectos econômicos, sociais e ambientais em conjunto, considerando-se que o panorama atual é de escassez de recursos naturais, crise de energia elétrica e dentro de um cenário de gerenciamento de questões urbanas (adensamento) e de síndrome dos \"edifícios doentes\".
Um exemplo: o total de consumo de energia elétrica no Brasil, em 2004, foi de 330.812 GWh, para uma necessidade de 383.742 GWh. Em 2020, a necessidade será de 702.726 GWh, um crescimento de 212% para uma geração necessária de 794.080 GWh, equivalente a 207%. Tais números consideram perdas de transmissão e distribuição de 13% em 2020 e de 16% em 2004.
Será necessário, então, diminuir os consumos de energia, de água, de materiais naturais, de produção de entulho e minimizar o impacto ambiental. Será necessário ampliar a eficiência da construção, eficácia do abrigo, o conforto do usuário, o uso de técnicas passivas, além de ter maior e melhor desempenho do usuário, segundo a AsBEA, que aponta alguns parâmetros de sustentabilidade atualmente aplicáveis a edifícios.
São eles: construção seca (pré-construção), certificação de origem dos materiais (madeira), uso de dispositivos para minimizar consumo de energia, a exemplo de aquecedor solar, gás, co-geração, sensores de presença, timers e iluminação natural; uso de dispositivos de controle do consumo de água (vazão / bacia 6 litros - dual flush / medidores individuais); reuso de água pluvial, estação de tratamento do esgoto, coberturas verdes ou reflexivas, utilização de elementos arquitetônicos de proteção solar como os brises.