Tem sotaque nordestino na obra. Em Maringá, no Paraná, o José, de São José da Taberna no Maranhão, constrói o sonho de uma vida melhor. O ex-cortador de cana, agora é pedreiro.
“Veio um irmão meu para cá, com o colega dele, aí, mandou chamar a gente e a gente veio”, conta o pedreiro José Ribeiro dos Santos.
“Muita frente de trabalho. E aqui na cidade não tem gente que dê conta disso. Então a busca da mão de obra, desde o servente, até o mestre de obras é grande. Falta gente, então temos que buscar fora”, explica o presidente do Sintracon Jorge Moraes.
Hoje eles estão em Maringá. Mas amanhã, nem eles sabem para onde vão. Os operários são contratados por empresas que tem obras em todo o país. E quando o serviço termina em um lugar, são levados para trabalhar em outras cidades. Como eles não têm parada, a lista de destinos é grande: “Londrina, Maringá, Campinas, São Paulo, no momento a construção civil têm muito canteiro de obras em todo lugar”.
O cearense Antônio Delfino deve ficar mais 14 meses em Maringá. No fim do ano, ele deve ter uma folga de uns dias. Pretende voltar à casa para matar a saudade da mulher e dos filhos. “Dar um beijo nas crianças e volta. Abraço na mulher, ver mãe e pai”, conta o pedreiro que também diz valer muito a pena o esforço. “O dinheiro e a vontade de ver os filhos com um futuro melhor”, conta o pedreiro.