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Segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Como a redução da SELIC impacta diretamente no mercado imobiliário

O brasileiro conviveu por muitos anos com o fantasma da inflação – entre as décadas de 80 e 90, o Brasil viveu o que ficou conhecido como hiperinflação. Como o próprio nome indica, a inflação era altíssima e o poder de compra dos consumidores era corroído mês a mês. De lá pra cá, cada governo tem, a seu modo, tentado controlar a inflação. Um dos principais métodos é por meio da taxa Selic.

Em termos gerais, a Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) é a taxa média de juros paga pelo governo brasileiro em empréstimos tomados de instituições bancárias. Quando a Selic aumenta, os bancos tendem a emprestar mais dinheiro ao governo, para aumentar seus rendimentos. De acordo com a mesma lógica, a redução da taxa Selic estimula os bancos a emprestarem mais dinheiro diretamente ao consumidor, porque aumenta a oferta de capital disponível no mercado.

Ainda, é a taxa Selic que regula, mesmo que indiretamente, as outras taxas de juros praticadas no Brasil, como as taxas de poupança, crediário, cartões de crédito, cheque especial e mercado imobiliário.

O que muda para o mercado imobiliário com a redução da Selic?

Segundo o estudo Indicadores Nacionais do Mercado Imobiliário, publicado em setembro de 2017 pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), as vendas do mercado imobiliário e o lançamento de novos empreendimentos voltaram a crescer no segundo trimestre de 2017. De acordo com os indicadores, as vendas aumentaram 17,4% e o volume de imóveis novos cresceu impressionantes 59,8%.

Somada à tímida retomada de confiança do mercado na economia, a despeito da crise política ainda vigente no Brasil, um dos fatores para essa tendência no setor imobiliário é justamente a redução da taxa Selic. No último dia 25 de outubro, a Selic foi reduzida de 8,25% para 7,5% ao ano. Além de ter sido o nono corte consecutivo na taxa básica de juros, que a levou ao menor patamar desde abril de 2013, o mercado ainda estima que a Selic tenha nova queda em dezembro, podendo chegar aos 7%.

De acordo com Tarik Faraj, sócio-fundador de uma imobiliária de Brasília, o momento é de otimismo para o setor imobiliário porque juros menores tendem a movimentar o mercado de crédito e investimentos imobiliários. “Há hoje no mercado oportunidades de imóveis que tem grande potencial de valorização com a retomada da economia. Estes imóveis tiveram seu valor de mercado depreciado devido a crise e este momento de virada do mercado é um ótimo momento para investir“, diz Tarik. Ainda segundo o empresário, neste momento, com a tendência de retração das taxas de juros, o imóvel volta a ser a melhor opção para o investidor com perfil mais conservador. “Aquele investidor que nos últimos anos teve bons ganhos na renda fixa dos bancos, vai ter que voltar a olhar para os imóveis como opção também conservadora e mais rentável agora que as taxas de retorno da renda fixa caíram consideravelmente.” aponta Faraj.

Cenário favorável

O momento é de otimismo, mas também é de cautela para a economia brasileira. O mercado imobiliário, assim como qualquer setor direta ou indiretamente relacionado às oscilações da economia do país, pode ser afetado por fatores que independem das decisões do mercado financeiro. A crise política ainda é a vilã e o grande obstáculo no crescimento econômico do país.

O impeachment de Dilma Rousseff e os constantes escândalos de corrupção que vieram à tona na atual gestão do presidente Michel Temer contribuíram para o crescimento da instabilidade política e prejudicaram o Brasil na visão de investidores externos. Falta confiança aos empresários e os grandes investimentos requerem ainda mais ousadia do que em anos anteriores.

Nesse cenário delicado, medidas como a redução da taxa básica de juros possibilitam que os empresários voltem a respirar com menos dificuldade e ajudem a colocar as engrenagens da economia em seus devidos lugares.

“Embora a atual situação econômica do país ainda esteja longe de ser a ideal, tanto para os investidores como para o consumidor de um modo geral, este é o momento e a oportunidade de repensar os planos para cada centavo investido. O mercado imobiliário espera que a economia do país consiga enxergar uma luz no fim do túnel no mesmo momento em que, por exemplo, cada vez mais brasileiros possam realizar o sonho da casa própria”, finaliza Faraj.

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Fonte: Exame Online - Foto: Divulgação
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